Total de beneficiados pelo programa do Governo de São Paulo passou de 2,98 milhões para 6 milhões de pessoas, com crescimento em 100% das cidades atendidas pela Sabesp
Após a desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo em 2024, o número de pessoas com desconto na conta de água por meio da Tarifa Social Paulista triplicou em 299 dos 371 municípios atendidos pela companhia — o equivalente a 80% do total. Todas as cidades atendidas, sem exceção, tiveram aumento, em menor ou maior grau. No total, o número de beneficiados no estado dobrou no período, passando de 2,98 milhões para 6 milhões de pessoas.
A Sabesp opera em 371 dos 645 municípios paulistas. Os demais possuem outros sistemas de abastecimento, como Campinas, Ribeirão Preto, Sorocaba, Mogi das Cruzes e São José do Rio Preto.
Onde o crescimento foi maior
Os maiores saltos percentuais ocorreram em cidades do interior. Em Presidente Epitácio (região de Presidente Prudente), o número de beneficiados passou de cerca de 510 para 8,3 mil pessoas, um aumento de mais de 16 vezes. Adamantina, na mesma região, multiplicou por 15, de cerca de 240 para 3,6 mil. Riolândia (São José do Rio Preto) e Valentim Gentil multiplicaram por quase 15 e 13 vezes, respectivamente. No litoral, Guarujá saiu de 6,6 mil para 60 mil beneficiados, um salto de 9 vezes.
Entre as regiões administrativas, os crescimentos mais expressivos foram registrados em Registro e Presidente Prudente, onde a quantidade de pessoas com desconto na tarifa de água quase sextuplicou. Na sequência, São José do Rio Preto e Marília quintuplicaram, e Bauru quase chegou ao mesmo patamar. Em áreas como Campinas e Sorocaba, o crescimento também foi expressivo (acima de 3 vezes), mas parte dos municípios dessas regiões não é atendida pela Sabesp.
Em números absolutos, a maior concentração de beneficiários está na Região Metropolitana de São Paulo, que reúne quase três quartos do total do estado. O número de pessoas com Tarifa Social passou de 2,57 milhões para 4,41 milhões na Grande São Paulo. A capital paulista sozinha responde por mais de 2,6 milhões de beneficiados. Na Baixada Santista, o número triplicou: saltou de 90 mil para 292 mil pessoas.




























