Caravana com 25 profissionais e estudantes participou de debates sobre moradia digna e cidades-esponja no evento promovido pelo CAU/SP
Um grupo de arquitetos e estudantes de Arquitetura e Urbanismo de Marília marcou presença na pré-Conferência Estadual do CAU/SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado de São Pualo), em Bauru, em 7 de março de 2026. Entre os integrantes da comitiva, estava a arquiteta e urbanista Érica Gasparini, que acompanhou as discussões centrais, bem como as temáticas sobre habitação de interesse social e o planejamento das metrópoles contemporâneas.
A profissional presenciou o talk ‘Athis em Rede: Fortalecendo Moradia Digna no Sul Global’, ministrado pelos especialistas Nilcio Regueira Dias e Laura Lacastagneratte de Figueiredo, representantes da ONU Habitat.
Ao analisar o Painel 2, focado em construção industrializada e segurança contra incêndio, com os especialistas Luis Antonio Martins Filho e Marcos Poloniato, Érica Gasparini estabeleceu um paralelo com sua experiência no Exterior. A arquiteta colaborou com o escritório Lahmon Architecture, sob a liderança de Mark Lahmon, no desenvolvimento do projeto 6007 Sunset Boulevard, em Los Angeles, Califórnia, EUA. “A maturidade tecnológica dos Estados Unidos no emprego de sistemas como o drywall é notável. No projeto da Sunset Boulevard, aplicamos uma engenharia que privilegia a leveza e a precisão: utilizamos o wood frame nos pavimentos superiores, reservando o steel frame, o concreto e o bloco estrutural para a base e o pavimento térreo, otimizando a performance da edificação”, explicou a arquiteta.
Sobre a conferência magna, ministrada por de Nabil Bonduki, Érica citou que conviveu bem de perto com uma das fontes citadas pelo conferencista. “Presenciar a menção à professora Raquel Rolnik durante a explanação de Bonduki foi um momento de grande ressonância intelectual; a lucidez e a didática da professora Rolnik na PUC Campinas foram fundamentais para consolidar minha compreensão sobre o papel estruturante do Plano Diretor”, pontuou Érica.

Os desafios dos arquitetos contemporâneos
No encerramento, durante a palestra de Nabil Bonduki sobre os desafios urbanos, Érica Gasparini trouxe à tona a complexidade da gestão territorial frente à crise climática. A arquiteta alertou para o fenômeno do esvaziamento das áreas centrais em detrimento da expansão para zonas rurais, processo que compromete drasticamente a permeabilidade do solo.
“A expansão urbana desenfreada sobre antigos cinturões verdes exige uma mudança de paradigma. É imperativo que adotemos soluções como as cidades-esponja propostas por Kong Yu”, defendeu Érica. Ela detalhou que o conceito do urbanista chinês não é apenas uma resposta à drenagem, mas uma estratégia sofisticada de mobilidade e vitalidade urbana que visa garantir o deslocamento para serviços essenciais em um raio de apenas 15 minutos de caminhada.
O evento também se consolidou como um espaço estratégico para o diálogo intergeracional e o fortalecimento de parcerias no setor. Érica Gasparini dedicou os intervalos da programação ao networking, estabelecendo uma interlocução produtiva com o arquiteto Celso ‘Pola’ Pazzanese, que compartilhou sua expertise sobre a rotina e as dinâmicas de escritórios de Arquitetura e Urbanismo.




























