Em meio a acusações no caso Epstein, Donalt Trump, muitas vezes, também se torna alvo de fake news

Presidente dos EUA não defecou na calça, como circulou nas redes sociais 

por Oswaldo Machado 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que desde que assumiu o segundo mandato à frente daquele país, frequentemente, cria factóides em meio aos fatos reais, por diversas vezes também acaba sendo vítima de fake news. As maiores controvérsias acontecem no chamado caso Epstein, que teve mais de três milhões de arquivos divulgados na última semana.

Jeffrey Epstein, um bilionário acusado de pedofilia e vários crimes sexuais, morreu na prisão. Ele foi amigo íntimo de Trump durante anos, com participação comprovada em eventos sociais e festas particulares. Mas o FBI e o Departamento de Justiça dos EUA refutam as acusações de que Trump estaria envolvido nas alegações de agressão sexual.

“São especulações falsas e sensacionalistas”, afirmou em nota oficial o Departamento de Justiça, até mesmo sobre uma acusação de que o presidente teria estuprado uma mulher quando ela tinha apenas 13 anos de idade. E em meio ao difícil cotidiano de um líder político desta envergadura, lidando com guerras internacionais e problemas econômicos internos, também não faltam situações que circulam nas redes sociais fazendo a festa e buscando prejudicar a imagem dele.

Evacuação é mentira

Um caso recente que circulou por todo o planeta foi uma suposta evacuação na calça, durante entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. Em 29 de janeiro deste ano, Trump concedeu entrevista após anunciar um programa de ajuda a dependentes químicos. No final, como ocorre sempre, a assessoria pediu a saída dos jornalistas do local, e o fato de uma mulher atrás dele ter passado a mão no nariz gerou especulação de que Trump teria feito cocô na calça.

A origem do boato foi a partir de uma brincadeira da cientista e ativista climática Rebekah Jones, que em seu perfil no X (antigo Twitter) alegou o incidente. Ela mesma afirmou, depois, que tudo não passou de uma ‘piada grosseira’. O post teve mais de 10 milhões de visualizações. Outras situações típicas de fake news envolvendo Trump aconteceram, como um vídeo em que parlamentares dinamarqueses teriam ridicularizado o presidente durante uma sessão neste ano.

Trum vendo vídeo de Nikolas Ferreira é falso

As imagens são verdadeiras, mas foram registradas em 2019 e não tem qualquer relação com Trump. O fato é que os políticos riram após a primeira-ministra daquele país, Mette Frederiksen, explicar que o governo havia comprado alguns animais de circo. Também são mentirosas as publicações em que Trump teria acompanhado atentamente um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira, e que ele tenha enviado ofício ao presidente do Brasil, Lula, ordenando a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro em até 48 horas, sob ameaça de enviar aviões de guerra a Brasília em caso de recusa.

Não é verdade que o presidente dos EUA teria proibido Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes de deixarem o Brasil, através de um protocolo chamado ‘Veredito Final’, que nem existe no arcabouço jurídico norte americano. Mais uma fake news envolvendo o polêmico presidente dos EUA insinuou que ele teria enviado uma carta ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro com ameaças de possíveis medidas contra nosso país.

A postagem que circulou na internet, com a frase ‘Tá chegando a vez do Brasil’, trazia uma reportagem da CNN Brasil na qual o jornalista Márcio Gomes afirma que “o presidente Donald Trump publicou nas redes sociais uma carta endereçada a Jair Bolsonaro e voltou a dizer que o julgamento do ex-presidente brasileiro deve parar imediatamente”.

Só que a carta é de julho do ano passado, antes da conclusão do julgamento de Bolsonaro pelo STF. O objetivo da fake news foi confundir as pessoas, poucos dias após a ação dos EUA na Venezuela que prendeu o presidente daquele país, Nicolás Maduro, depois enviado para Nova York.

Oswaldo Machado é jornalista com 40 anos de experiência na Imprensa

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