Juliano da Campestre é o mais votado do Patriota, mas legenda não consegue cadeira no Congresso Nacional
Desde a Legislatura de 2003 a 2006 da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a Alesp, Marília não obtinha duas cadeiras no maior parlamento estadual do Brasil. O saldo das eleições 2022 para Marília rendeu duas representações significativas: a cidade conseguiu eleger dois deputados estaduais. O atual deputado estadual Vinícius Camarinha se reelegeu neste domingo e a arquiteta e empresária Dani Alonso, filha do atual prefeito de Marília, Daniel Alonso, conquistou seu primeiro mandato eletivo. Dani Alonso é a primeira mulher eleita à Assembleia Legislativa por Marília e toda a região Oeste do Estado de São Paulo.
Na Legislatura de 2003 a 2006, o empresário Joseph Zuza, ex-vereador de Marília, e o advogado Vinícius Camarinha, então do PSB, conquistaram esta dupla representatividade para o Município. Agora, Dani Alonso e Vinicius Camarinha, hoje no PSDB, repetem o feito. O comunicador e empresário Juliano da Campestre, que disputou a cadeira ao Congresso Nacional pelo Patriota, foi o candidato a deputado federal mais votado da sua legenda. Conseguiu 21.908 votos, contudo, o partido não alcançou a votação suficiente para o quociente eleitoral da cadeira.

Sem federal
Assim, a cidade seguirá pelos próximos quatro anos sem representante local em Brasília. O empresário Walter Ihoshi, com domicílio eleitoral na cidade e base através do diretório municipal do PSD e lideranças agregadas, recebeu mais de 50 mil votos em todo o Estado. Contudo ficou de fora na distribuição de vagas entre os mais votados do PSD. O atual deputado federal Vinícius Carvalho, do Republicanos, conseguiu a reeleição e tem Marília entre as cidades que defende no Congresso Nacional. É dele, por exemplo, a conquista da cessão de uso de terreno da União para a construção do novo campus da Famema de Marília.
O presidente afastado do Crea, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, do PSD, colocou Marília como prioritária em sua base de representatividade, mas terminou na suplência da chapa. Marchese recebeu quase 46 mil votos.

O deputado federal Capitão Augusto, do PL, com atuação em Bauru, Ourinhos e região, comemorou a reeleição em Marília e foi o deputado federal mais bem votado na Cidade Símbolo de Amor e Liberdade. O oficial da reserva da Polícia Militar alcançou quase 11% dos votos válidos marilienses, recebendo 13.362 votos. Em entrevista coletiva, concedida ao lado de Dani Alonso, reiterou o seu compromisso com a cidade, e também reservou espaço para criticar o Partido dos Trabalhadores (PT).
2º turno
Lula, candidato à presidência pelo PT que venceu o primeiro turno no Brasil com 57 milhões de votos (foram 6,1 milhões de votos a mais do que os recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro, do PL, 51 milhões), ficou em segundo lugar em Marília. Bolsonaro recebeu 83.212 votos em Marília, assegurando quase 63% dos votos válidos. Enquanto isso, o ex-presidente da República obteve 37.724 votos, correspondendo a 28,50% dos votos válidos. Os dois candidatos voltarão a se enfrentar no segundo turno, em 30 de outubro.
Na mesma data, o mariliense voltará às urnas para ajudar a escolher o novo governador de São Paulo. O pleito será disputado entre o ex-ministro de Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Tarcísio obteve 70.955 votos em Marília (58,21% dos votos), Haddad 27.888 votos (22,8%) e o atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia 20.240 votos (16,60%). Pela primeira vez, em 27 anos, o PSDB não disputará o segundo turno das eleições estaduais em São Paulo.
Caciques de fora
Dois grandes nomes do PSDB ficaram de fora nestas eleições: o senador José Serra, ex-governador que disputava uma das cadeiras de deputado federal por São Paulo, e ex-deputado federal José Anibal. Pelo lado do PC do B, o ex-ministro Orlando Silva, atual deputado federal, também não conseguiu retornar para a Câmara dos Deputados.


























